Com certeza você já passou pela experiência de ir ao supermercado e sair com a sacola abarrotada por que comprou muito mais do que precisava. Tanto isso é provável que até pesquisas já foram feitas sobre esse assunto.
E tem mais, saiba que as mesmas pesquisas indicam que 60% ou mais das compras são decididas no ponto de venda. Como conseqüência (e também como causa) disso, os supermercados e principalmente as grandes redes de hipermercados se especializam cada vez mais em técnicas de marketing que estimulam você a comprar mais e mais. Portanto podemos presumir que quanto mais tempo o cliente fica dentro do mercado, mais ele compra.
Veja abaixo alguns exemplos de como somos estimulados a comprar e muitas vezes nem percebemos:
Todos os sentidos são explorados pelo mercado. Até a música ambiente ou os aromas ou os aromas das seções procuram estimular a compra ou ajudar a retardar o seu passo;
Não existem relógios nem janelas, conseqüentemente você não percebe que o tempo está passando;
Uma promotora que oferece um pedacinho do produto ou um brinde ajuda a aumentar as vendas, assim como uma bancada separada da gôndola dá destaque ao produto que se quer vender;
Enquanto você espera na fila do caixa, há pequenos mostruários ao lado com pilhas, revistas, salgadinhos, etc. Tudo pode ainda entrar o carrinho, na última hora.
A cor e o desenho do piso podem ajudar a acelerar ou atrasar o seu passo.
Luzes e cores também ajudam a construir a imagem de um produto e estimular a compra. Por exemplo, o verde aparece na seção de frutas e verduras, como associação com a natureza, o vermelho, nas carnes e o azul, que lembra a água e o frio, nos peixes.
A temperatura está sempre boa. Não faz frio nem calor.
Os produtos que você habitualmente compraria, como os de primeira necessidade (leite, carnes, frutas, etc.), normalmente localizam-se no fundo da loja. Até chegar lá, você passará por uma infinidade de outros produtos que, antes de entrar, você nem imaginava que poderia levar.
Alguns mercados começam a adotar áreas de lazer, com espaço para café, perto de livros, por exemplo. É uma nova tendência para você ficar mais tempo na loja.
Os corredores centrais são mais largos, enquanto os interiores ou transversais são mais estreitos e sujeitos ao congestionamento dos carrinhos, o que faz com que você tenha de diminuir a velocidade e prestar mais atenção nos produtos destas gôndolas.
A ARRUMAÇÃO DA GÔNDOLA
Na altura da cabeça ou mais alto – produtos difíceis de alcançar, de menor rentabilidade.
Na direção dos olhos – produtos com preços mais altos, que provocam a compra por impulso.
Na altura das mãos – produtos indispensáveis, de forte procura.
Prateleiras baixas – produtos mais consumidos, de compra obrigatória. Ultimamente tem-se utilizado este nível, para colocar os produtos mais baratos da mesma categoria que se encontra exposta acima.
No chão – artigos mais pesados, grandes embalagens.
Nas pontas das gôndolas - estão as promoções, que podem ter como objetivo o simples escoamento de estoque. Normalmente aparecem muitos produtos juntos. Essa apresentação em massa chama a atenção do consumidor e pode multiplicar por cinco as vendas do produto.
Produtos complementares – são colocados lado a lado, para despertar o seu desejo (cross-seling). Por exemplo: Por exemplo: vinhos com queijos, batatas fritas com refrigerantes, carvão com carnes, etc.
Quanta coisa não é mesmo!!!
Pois bem, mês que vem não perca a segunda parte da matéria e saiba quais as estratégias de preços e qual deve ser a sua estratégia!!!